PONTO DE PRETO VELHO
Jesus foi quem mandou, nesta banda guerrear
Saravá filhos de pemba Preto Velho vai chegar
Ele é Pai Tomás de Angola, devoto de Iemanjá
Trabalha com galhos verde pra
mandinga quebrar
Pai Tomás veio de angola pra ajudar
filhos de fé
Firma a cabeça meu filho pra continuar de pé.
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Mas que negra faceira, que eu vejo no terreiro (bis)
Tem saia rodada, tem brinco
de argola e colar de contas (bis)
Mas que negra faceira, que negra faceira
É Rita Benedita rainha do cativeiro.(bis)
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Vovó não quer, casca de coco no terreiro (bis)
Porque faz alembrar dos
tempos de cativeiro (bis)
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O negro está molhado de suor
Feliz, feliz porque se libertou (bis)
O Sinhá, o Sinhá, o Sinhá
Segura a chibata não deixa bater
Ou reza uma prece pra negro morrer
O negro não pode mais sofrer (bis).
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Preto Velho chegou no terreiro
O batuque não pode parar
Ele traz seu colar de miçangas
E a guia de Pai Oxalá
O, o, o, o, o batuque não pode parar
O, o, o, o, o com a guia de Pai Oxalá.
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A bênção vovô a bênção
Mão direita no gongá
Seu filhos lhe pedem a bênção
Na fé de Oxalá
Filhos que batem cabeça
Batem cabeça com fé
Bate a cabeça e peça a Zambi o que quiser (bis)
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O Pai Tomás é pequenino
Corre gira devagar
O Pai Tomás é pequenino
Anda bem devagarinho
Tira toco do caminho
Prá filho de fé passar.
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O Congo e a Cambinda vieram prá trabalhar
O Congo vem por terra
E Cambinda pelo mar (bis)
O bota a canga no sereno
E deixa a canga serenar (bis).
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Lá vem vovô descendo a serra com sua sacola
Com seu rosário e seu patuá ele vem de angola
Eu quero ver vovô, eu quero ver
Eu quero ver se filho de pemba tem querer (bis).
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Foi na senzala que o velho viveu
Foi na senzala que o velho morreu
Na terra ele usava bengala
Pai Cipriano da Angola.
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Bahia ou África vem cá vem me ajudar (bis)
Força baiana, força africana, força divina
Vem me ajudar.
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Nem todo preto que tem cachimbo
Nem todo preto que é pembeiro
Nem todo o preto que sabe o jogo
Prá encruzar este terreiro.
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Bahia é muito longe, Bahia atravessa o mar (bis)
Bahia é sol e terra prá quem sabe aproveitar (bis)
Os filhos da Bahia só gostam de sol e mar (bis)
São iguais aos Pretos Velhos que gostam de trabalhar (bis).
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É Congo, é Congo, é Congo bom
Saravá Rei do Congo
Saravá Pai João.
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Na Bahia tem e eu vou mandar buscar
Lampião de vidro Sinhá Dona
Para clarear.
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Mocambo ê, Mocambo á
Ele é Pai Inácio e vem neste terreiro pra trabalhar
Mocambo ê, Mocambo á
Quem é filho de pemba bate a cabeça
Neste gongá.
Lua, ó lua, quem é filho de pemba bate a cabeça neste gongá (bis)
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Preto Velho senta no tronco, faz
o sinal da cruz
Vou pedir licença à Zambi para os filhos de Jesus (bis)
Lá na Banda dos Pretos Velhos, onde os filhos são de fé
Se não fosse o Preto Velho eu não podia trabalhar. (bis)
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Fui fazer minha cabeça, fui buscar meu patuá
Lá no sertão da Bahia no terreiro de Oxalá
Eu sou filho de Umbanda, batizado em riachão
Onde fiz minha cabeça, na Tenda de Pai João.
Pego a pemba, ponho a guia, bato a cabeça no chão
Firmo um ponto de Umbanda, prá implorar proteção (bis).
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O Preto Velho quando estava
na senzala,
Usava sua bengala “
prá modi “ se levantar
O Preto Velho agora fica sentado
Com a cruz sempre ao seu lado para os filhos ajudar
E na aruanda e na aruanda o Preto Velho continua a rezar (bis).
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Preta Velha tem sete saia na última saia tem mironga
Vovó veio de Angola prá saudar filhos de Umbanda (bis)
Com seu patuá e a figa de guiné
Vovó veio de Angola prá saudar filhos de fé (bis).
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É preto, é preto , o Cambinda
Todo mundo é preto, o Cambinda
Na terra dos pretos, o Cambinda
O Pai Tomás é preto, o Cambinda.
Pai Joaquim quando vem de Angola
De Angola batendo tambor (bis)
Bate tambor lá na Angola, bate tambor (bis)
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Mas que negra faceira, que eu vejo no terreiro (bis)
Tem saia rodada, tem brinco
de argola e colar de contas (bis)
Mas que negra faceira, que negra faceira
É Rita Benedita rainha do cativeiro.(bis)
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Chamei a vovó Conga
Veio a vovó Maria (bis)
Sua terra é muito longe
Sua mironga é na Bahia.
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Saravá Preto Velho agora
O saravá ele vem de Angola (bis)
Pai Joaquim que chegou neste gongá
Firma ponto no terreiro
Ele vem descarregar (bis).
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Batucou no terreiro
Batucou no sertão
Batucou na senzala
O saravá, Pai Serapirião.
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A meia noite, fui fazer uma obrigação
No portão do Cemitério, era para o Pai João.
Eu nunca vi um santo fazer macumba
Encontrei o Pai João em cima de uma catatumba (bis).
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Eu
rezei um Pai Nosso
No
Rosario de Maria
Quando
aqui na terra e noite
La
no ceu parece dia
Mas
eram as Almas
Mas
eram as Almas
Mas
eram as Almas no Rosario de Maria
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Lá vem mamãe Maria do Gantoá
Ela é Preta Velha baiana
E vem na Umbanda para trabalhar.
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ALMAS
Abra a porta do céu São Pedro
E deixa as almas trabalharem (bis)
Ó Virgem Imaculada Nossa Senhora da Conceição (bis)
Está chovendo fé, onde
nasceu Jesus (bis)
Ó Virgem Imaculada Nossa Senhora da Conceição (bis)
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Eu estava dormindo na porteira do gongá (bis)
Quem tem inimigo não dorme, acorda prá trabalhar (bis)
Ó meu Pai Miguel, do meu gangirá
Quem tem inimigo não dorme, acorda prá trabalhar.
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Minhas almas santas benditas auê,
Me abre a porta da céu ai, ai.
Ó minhas almas de aruanda auê
Só vocês podem me valer
O segura o touro minhas almas, amarra no moiro (bis).
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Lá no cruzeiro das almas, onde os Pretos Velhos vão rezar (bis)
As almas choram de alegria quando os filhos se combinam
Também choram de tristeza quando não quer combinar (bis)
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As almas dá, as almas dá
As almas dá para quem sabe aproveitar
Eu pedi as santas Almas que viessem me valer
Eu pedi as santas Almas que viessem me ajudar.
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Quem caminha com as almas, caminha devagarinho (bis)
É devagar, é devagarinho
Quem caminha com as almas não se perde no caminho (bis)
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Preto
Velho passou na ponte
A
ponte tremeu
E
debaixo da ponte
As
Almas gemeu
Velho
passou na ponte
A
ponte tremeu
E
debaixo da ponte
As
almas gemeu
O
me valhei-me as Almas
As
Almas de Sao Cipriano
O
me valhei-me as Almas
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Eu
andava perambulando
Sem
ter nada pra comer
Foi
pedir as Santa Almas Para vir me socorrer
Eu
andava perambulando
Sem
ter nada pra comer Foi pedir as Santa Almas
Para vir me socorrer
Foram
as Almas que me ajudou
Foram
as Almas que me ajudou
Meu
Divino Espirito Santo
Viva
Deus Nosso Senhor
Foram
as Almas que me ajudou
Foram
as Almas que me ajudou
Meu
Divino Espirito Santo
Viva
Deus Nosso Senhor
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Valei-me meu Sao Jorge, orei.
Pegai a vossa espada vem nos defender
Valei-me, meu pai
Maior do que DEUS nao ha
Valei-me, meu pai
Maior do que DEUS nao ha
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Eu rezei um Pai Nosso
No Rosario de Maria
Quando aqui na terra e noite
La no ceu parece dia
Mas eram as Almas
Mas eram as Almas
Mas eram as Almas no Rosario de Maria
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PONTO
DE SUBIDA
Ele vai embora, porque Zambi mandou chamar
Vai para sua aldeia pedir forças pra Iemanjá
Pai Tomás já vai embora preparar suas mirongas
Pra ajudar filhos de Umbanda.
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Ogam bate forte o atabaque
(bis)
O batuque da África faz seu coração se alegrar
Rita Benedita vai ao ló até a Umbanda chamar.
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Preto Velho tem tanta cangira
Que Oxosse das matas mandou lhe chamar (bis)
Quero ver negro correr
Quero ver dona Sinhá (bis).
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Lá vai Preto Velho subindo pro céu (bis)
Coberto de glória, coberto de véu (bis)
O devagar, devagarinho ele já vai ao ló (bis)
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Vamo simbora mizi fio, vamo
simbora.
Vamo simbora que Zambi mandou chamar
A sua terra mizi fio é
muito longe
É muito longe, mas Jesus passou por lá.
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Preto Velho vai embora
Preto Velho vai orar
Debaixo de uma mangueira
Preto Velho vai descansar.
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Preto Velho vai embora
Seus filhos de fé choram
Aruanda está chamando
Preto Velho não demora.
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